Nos últimos anos uma série de fatores têm confluído para a tentativa de redução dos efeitos colaterais dos opioides no perioperatório. As alterações gastrointestinais como náuseas e vômitos, gastroparesia, íleo paralítico e constipação são fatores de impacto no pós-operatório e responsáveis por atraso de alta dos pacientes e aumento dos custos do sistema (seja em anestesia ambulatorial ou com internação). E sabemos que essas complicações gastrointestinais são diretamente proporcionais ao uso de opioides.

Associado a isso, recentemente o abuso de opioides comumente prescritos vem se tornando importante causa de mortalidade nos EUA, com repercussões bilionárias de custos e de perda de pacientes em idade produtiva.

 

Associado ao exposto acima, as cirurgias videolaparoscópicas complexas estão cada vez mais comuns e acabaram reduzindo o uso de anestesia peridural como combinação da técnica anestésica. Isso resultou em aumento do uso do opioides no perioperatório e aumento de complicações relacionadas às medicações.

 

Em paralelo aos eventos citados, centenas de artigos e várias metanálises foram publicadas sobre eficácia e segurança do uso de adjuvantes da anestesia para redução de opioides (opioid sparing effect). Com a redução de opioides perioperatórios ocorre natural diminuição dos efeitos colaterais com efeitos benéficos na recuperação do paciente.

ANESTESIA

COM REDUÇÃO

DE OPIOIDE

Autor: Dr. Giorgio Pretto

As medicações mais estudadas são a lidocaína, S+ cetamina, alfa2 agonistas e o magnésio. Cada uma destas medicações tem suas metanálises próprias e efeitos comprovados na redução de opióides e seus efeitos colaterais, melhor analgesia e prevenção de hiperalgesia.

As combinações medicações propicia uma analgesia transoperatória multimodal com alta eficiência, possibilitando a redução importante dos opioides até seu extremo que é a anestesia sem opioide (opioide free).

 

As combinações de várias medicações que atuam por vias diferentes de analgesia parecem reduzir as disfunções do sistema de dor: hiperalgesia, wind-up, alodinia, dor crônica, tolerância e dependência.

 

O uso das várias vias de analgesia é muito mais lógico que o uso somente da via opioide, pois na anestesia atual, quando maior a necessidade de analgesia, maior a dose de opioide utilizada (e maiores serão seus efeitos colaterais).

A nova anestesia opioide free é relativamente recente e carece de evidências científicas, mas elas estão começando a ser publicadas. Cito a nova opioide free, pois a anestesia iniciou assim, como inalatória pura.

A redução de opioides é um tema extremamente atual e importante e, na minha opinião, será o novo padrão da anestesia em pouco tempo.

Tenho trabalhado com esse assunto desde 2006, onde usei alguns destes conceitos no meu TCC da residência. Esse trabalho acabou sendo o piloto da minha tese de doutorado (finalizado em 2014), que foi com o uso de cetamina a alfa2 agonistas em pacientes grandes queimados que necessitam vários curativos e debridamentos sob anestesia geral. São mais de 10 anos aplicando os conceitos de redução de opioides e prevenção das disfunções do sistema de dor.

 

Convido os colegas a assistir a aula sem pré-conceitos e tirem suas próprias conclusões.

Confira mais detalhes na aula!

Para acompanhar outros vídeos do Dr. Giorgio Pretto, clique aqui.

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